Imalè Inú Ìyágbà: Dança que celebra a força ancestral feminina no Sesi Piracicaba

O espetáculo de dança Imalè? Inú Ìyágbà, uma obra que mergulha nas referências bibliográficas e simbologias ligadas ao matriarcado mítico iorubano chega a Piracicaba. A performance tem como base os contos “Sabela” e “Olhos d’água”, de Conceição Evaristo, e os rastros biográficos e memorialísticos da intérprete-criadora, Adnã Ionara, explorando suas “escrevivências” e a força vital que nutre uma linhagem familiar.
O título Imalè? Inú Ìyágbà, em iorubá, carrega múltiplas traduções. Imalè? significa o sagrado, símbolo e local de perpetuação da ancestralidade. Inú refere-se ao interior, ao íntimo, às vísceras – para os iorubás, as emoções são expressas pelo estômago. Já Ìyágbà significa mulher ancestral, matriarca. A obra se configura como uma narrativa de músculos que se movimenta à matriz do sentido da existência e de suas interconexões, uma dança-saudação à energia de Ìyá, o princípio de tudo.
O espetáculo, com concepção, direção e interpretação de Adnã Ionara, propõe-se a despontar jornadas escurecidas, de forma individual e coletiva, na busca por transformação e formação de “escrevivências” que o corpo-memória sofre e produz. Sob os escombros dos céus, a obra busca revelar os segredos que carregamos nos olhos e no peito-coração.
Imalè? Inú Ìyágbà é uma homenagem aos laços maternos, um discurso ou rememoração da força vital que nutre toda uma linhagem familiar.















